Trabalhadores da empresa Calimenta nas Caldas da Rainha encontram-se, a 5 de janeiro, ainda sem receber o salário referente ao mês de dezembro, situação que está a provocar graves dificuldades económicas e sociais a várias famílias.
Enquanto os trabalhadores que não aderiram à greve receberam o salário no passado dia 17 de dezembro, os trabalhadores que exerceram o seu direito constitucional à greve geral continuam sem qualquer pagamento, numa situação que muitos consideram injusta e discriminatória.
O atraso no pagamento do salário está a ter consequências diretas e preocupantes: existem trabalhadores com rendas de casa em atraso, contas essenciais por pagar e dificuldades em assegurar despesas básicas como alimentação, eletricidade e medicamentos. Para muitas famílias, este salário é a única fonte de rendimento.
O direito à greve está consagrado na Constituição da República Portuguesa e não pode resultar em represálias ou penalizações indiretas. O salário é uma obrigação legal da entidade empregadora e a sua retenção coloca em causa a dignidade dos trabalhadores e o cumprimento das responsabilidades mais elementares do dia a dia.
Os trabalhadores exigem o pagamento imediato do salário de dezembro e apelam à intervenção das entidades competentes, de forma a garantir o respeito pelos direitos laborais e evitar o agravamento de uma situação social já frágil.
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