Os trabalhadores da Monliz em Alpiarça, do GRUPO ARDO, vivem atualmente um clima de forte descontentamento e frustração face às condições laborais que lhes são impostas.
Um dos principais motivos de insatisfação prende-se com os baixos salários praticados pela empresa, que não refletem o esforço, a responsabilidade e a dedicação exigidos no desempenho das suas funções. Apesar do aumento do custo de vida e das dificuldades económicas sentidas pelos trabalhadores, a Monliz limitou-se a aplicar uma actualização do salario em 50 euros, ou seja, o valor doa subida do salario mínimo e um aumento do subsidio de alimentação de apenas 0,20 cêntimos, valor considerado insuficiente e desrespeitoso pela maioria dos colaboradores.
A situação agrava-se ainda mais pelo facto de muitos trabalhadores exercerem funções em regime de turnos rotativos, o que tem um impacto significativo na vida pessoal, familiar e na saúde física e mental. As constantes alterações e exigências de tudo o que implica horários de turnos rotativos, dificulta a conciliação entre o trabalho e a vida privada, sem que exista uma compensação justa por esse sacrifício.
Este cenário demonstra uma clara falta de valorização dos trabalhadores por parte da empresa, que parece ignorar as suas necessidades e reivindicações. O sentimento generalizado é de desmotivação e injustiça, levando a um crescente afastamento entre a administração da Monliz e os seus colaboradores.
Os trabalhadores exigem reconhecimento, melhores condições salariais e respeito, elementos essenciais para um ambiente de trabalho digno e justo.
Ontem reunidos em plenário mostraram-se disponíveis e perspectivaram varias formas de luta.
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